quarta-feira, abril 21, 2010

Alada...

Meus cabelos balançavam e minhas lágrimas eram jogadas para trás enquanto o ônibus corria comigo para casa.
E milhares de pensamentos vagaram pela minha mente quando, num movimento de cansaço, coloquei-a recostada no acento...
 Mas de todos esses pensamentos apenas um continuou martelando por horas e horas: “Por que agora parece mais difícil que das outras vezes? Eu deveria estar ao menos um pouco feliz, no entanto continuo cada dia mais triste.”

Mãos acalentavam uma das minhas como se quisessem dizer “Vai ficar tudo bem.”... Mas eu já estava exausta demais de ouvir essas mesmas palavras e totalmente incrédula.
“Deveria estar feliz.” – continuava  a pensar, novamente.
Os carros passavam contra os meus olhos na mesma velocidade que os pensamentos... Velozes.

Fechei os olhos desejando que tudo acabasse ali, torcendo para que fosse consciente da minha escolha. Mas o meu pedido não foi aceito.
Despedi-me das mãos que tentaram me alegrar nas horas anteriores e senti  a dor dentro do peito de não conseguir dar a reciprocidade merecida.

E dentro do ‘Meu Mundo (meu quarto)’ o tempo parava e retrocedia até onde eu desejasse. Ou avançava num futuro inexistente. Dentro do Meu Mundo tenho o controle e isso me acalma de certa forma. Porém não faz com que eu deixe a realidade...

Precisei das minhas asas (Diazepam) para dormir... rss... “Isso seria cômico se não fosse trágico.” O problema em me transformar em ‘Alada’ todas as noites é que sei que um dia não irei conseguir mais largá-las.
No final das contas, sou um ‘anjo caído’.

PS.: Nenhum vestígio de felicidade.