sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ferro...

Muitos rostos conhecidos em imagens que foram captadas em algum momento feliz.
Dois rostos... Nenhum sozinho apenas com uma sombra ao lado.

Não sou eu em nenhuma dessas fotografias.
Não tenho nenhuma parecida.

Apenas, eu só.

Como dizem: Casa de ferreiro, espeto de pau.

...

Queria ‘falar’ mais, mas as palavras estão embargadas na garganta.
Talvez na próxima.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

...

Por favor, Deus... Por favor...
Se você está aí... Se alguém está aí...
Por favor, por favor, faça parar.
Não aguento mais...

Por favor, faça parar de doer.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Perdida...


“... Contudo me enveneno mais quando não vens e ninguém então me sabe parada feito velha num resto de sol de agosto, escurecido pela tua ausência, e me anoiteço ainda mais e me entrevo tanto quando estás presente e novamente me tomas e me arrancas de mim me desguiando por esses caminhos conhecidos onde atrás de cada palavra tento desesperada encontrar um sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um atalho onde não desvies tão súbito os olhos, onde teu dedo não roce tão passageiro no meu braço, onde te detenhas mais demorando sobre isso que sou...

... E de novo então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteira nas coisas que me contas, e assim calada, e assim submissa, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres...” 

Caio F.

domingo, janeiro 02, 2011

Dor...

Com essa eu choro, compulsivamente...


Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...
Ah!
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez.