terça-feira, junho 19, 2012

Dúvida.


- E se?

“E se” sempre me mata aos poucos.

“E se...” – Você não me deixou nem terminar de perguntar. Mesmo assim a pergunta ficou ali, pairando.
Perdi as contas de quantos ‘e ses’ eu me perguntei desde a semana passada. Quantos vou me perguntar daqui a um mês?

E se você estivesse aqui, já teria me respondido?
Provavelmente. Dizendo: ’E se’ nunca ‘É’.

No auge da sua (ir)racionalidade sempre existia resposta para tudo, embora não fossem as que eu queria ouvir naquele momento.
E eu que achava que dominava a técnica das respostas na ponta da língua, não tinha nem espaço para réplicas.

Você não me respondeu.
Pesa tanto o vazio daquela chuva de perguntas que eu tinha a fazer.

Mas eu prometo, prometo retirar todas as outras se você me responder apenas...

E se?

domingo, junho 17, 2012

B.

17.06.2012

Ainda não consegui ir para casa. Fiquei com Sa e Si a tarde/noite inteira.
Melhor dizendo, Sa, Si e B. (mentalmente).
Fui chamada pelas meninas várias vezes enquanto voava em meus pensamentos até lugares que nunca estive com ele.

"O tempo está a nosso favor, meu amor." - Ele me dizia com a voz mais doce do mundo, e meu coração se acalmava com toda aquela certeza.

Certeza... Era tudo o que tinhamos.
Certeza foi a única coisa  que me restou.
Certeza de que eu não o esqueceria; certeza de que o esperaria, mesmo se me magoasse depois; certeza de que ainda iria realizar todos os nossos planos juntos...
Certeza de que aquele sentimento que ficou não pararia de crescer, mesmo distante.
Certeza de que o que tem de ser, será.

Certeza.

B.

16.06.2012

1:00h.

Forcei-me a sair de casa.
Fui pra casa da Si, almoçamos juntas e o assunto foi, claro, sobre B.
Si (Simone) mora próximo a Sa (Sabrina). Fomos para lá, e encontramos mais três amigos. Bebi, coisa que não podia, ri e chorei (calada no banheiro porque já não queria mais que me vissem assim).

B. povoava minha mente enquanto via meus amigos conversando sem ouvir nada.
Vez ou outra eu ria com as bobagens que conseguia entender.
O vinho começou a fazer efeito e eu pensava o quanto B. iria se divertir conosco.

Cada um dos meus amigos seguiram para outros lugares. Eu fiquei ali, pensando onde ele poderia estar, se já estava dormindo, se estava bem e se estaria sentindo minha falta... Tanto quanto eu sentia a dele.

B.

15.06.2012

"Me deixe em paz!" - Ele esbravejou.

Minhas lágrimas cairam instantaneamente e eu desliguei o telefone.
Não queria que ele me ouvisse chorar de novo por horas seguidas como na noite anterior.
Não queria não conseguir desligar o telefone de novo.

- Não consigo ter um relacionamento à distância.
- Vamos tentar, por favor!
- Não posso.

E ele se foi. Para outro estado, outra cidade, outro emprego... Outra vida.

 O presente que criei ficou, junto com as palavras que eu não disse, com as aventuras não compartilhadas, os sonhos pelo caminho, o amor que não pude dar... O coração em pedaços.

"Não vai embora pra longe de mim!" - Eu pedia chorando sem conseguir falar enquanto ouvia-o dizer: "Dá 'Tchau', Monique! Dá 'Tchau', Monique! ... Um beijo."

Não o ouvia e nem ouviria mais.
No silêncio do meu quarto, o som das lágrimas caindo no travesseiro junto com o meu choro desesperado.

Ele se foi.