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E se?
“E
se” sempre me mata aos poucos.
“E
se...” – Você não me deixou nem terminar de perguntar. Mesmo assim a pergunta
ficou ali, pairando.
Perdi
as contas de quantos ‘e ses’ eu me perguntei desde a semana passada. Quantos
vou me perguntar daqui a um mês?
E se você estivesse aqui, já teria me respondido?
Provavelmente.
Dizendo: ’E se’ nunca ‘É’.
No
auge da sua (ir)racionalidade sempre existia resposta para tudo, embora não
fossem as que eu queria ouvir naquele momento.
E
eu que achava que dominava a técnica das respostas na ponta da língua, não
tinha nem espaço para réplicas.
Você
não me respondeu.
Pesa
tanto o vazio daquela chuva de perguntas que eu tinha a fazer.
Mas
eu prometo, prometo retirar todas as outras se você me responder apenas...
E
se?