Essa não é a forma como imaginei começar esse Blog (mais um Blog). Pensei em escrever coisas sobre a minha infância, sobre minha adolescência, sobre os amores e ilusões. Pensei em ‘falar’ das idéias que fui deixando ao longo do tempo, de como acabei transformando-me, internamente, em algo que não queria para mim.
Acho melhor escrever o que vier a mente, sem mais tardança...
Sinto-me vazia e assustada.
Parece que há uma espécie de dor no meu riso. Não consigo explicar.
Não sou mais aquela menininha de 14 anos que corria para a rua para jogar bola... rss... Que via de longe sua mãe gritando: “Vamos entrar, está na hora!”
Também não sou mais aquela garotinha de 17 anos que achava que morreria de amor com a sua primeira grande decepção.
Vieram tantos momentos como esse, depois, e tão mais fortes que... Já não surtem o mesmo efeito.
É como se tivesse perdido aquela vontade de achar alguém para o resto dos meus dias. Não, eu não acredito mais nessas coisas.
Tão pouco sou a mulher de 21 anos que fazia planos e esboços de uma vida que nunca vai acontecer.
Vê?! Não me restou nada...
Nem esperanças, nem sonhos, nem amor...
E de tanto pensar, acabei adormecendo...
“Acordei como se estivesse saído de um efeito anestésico.
Estava em uma sala branca. Só havia eu e mais uma pessoa, que ao que parecia era uma enfermeira.
Em cima de uma bancada, avistei um bebê. Estava quase morto.
Cheguei bem próximo a ele, e vendo que não se mexia mais, caí em prantos segurando uma das suas mãozinhas. Foi quando ela abriu os olhos e sorriu.
Era uma menina. Linda! Com olhos amendoados e azuis, os cabelos dourados. Era um anjinho.
Como um flash de memória, ela cresceu...
Devia ter no máximo dois anos. Morávamos em uma casa enorme com vários cômodos, que ficava no segundo andar.
Ela corria pela casa tentando se esconder para que eu a encontrasse.
E em um momento, ela sumiu. Fiquei desesperada... Não a encontrava em lugar algum.
E como se estivesse em um sonho... Acordei.
Saí correndo e chorando desesperadamente por aquela casa imensa, até que em um dos quartos, lá estava ela.
Dormindo num sono profundo. Coloquei-a no meu colo com as lágrimas descendo sem cessar. Não cabia em mim de alívio, e com a cabeça dela deitada no meu ombro eu dizia: Amor, Graças a Deus... Você está aqui... Eu te amo, eu te amo muito!”
Foi apenas um sonho, que não saiu da minha cabeça durante todo o dia.
Eu sabia que no fundo esse ‘anjinho’ que apareceu para mim não era minha filha. Mas passei a ser sua mãe em algum momento.
Assim como será algum dia na minha realidade.
Sinto medo.
"... Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda."
Fantástico!! simplesmente fantástico!!
ResponderExcluirVivemos a vida em sonhos, nem sempre tão bons quanto queríamos, e sonhamos a vida em versos, nem sempre com as rimas que queríamos. Então, viva seus versos na rima que melhor encontrar, e realize seus sonhos, os melhores que puder sonhar!
ResponderExcluir