sexta-feira, agosto 20, 2010

Verdades...

Geiza diz: 

Você está cansada de estar doente. 
Você precisa se curar, amiga... Precisa ser forte e conseguir ver o que está acontecendo.
Por isso te digo... Você tem que se cuidar, senão nada, nem ninguém vai responder as suas expectativas. Precisa se redescobrir.
Você não sabe o que está oferecendo e precisando da pessoa ao seu lado. Mais do que nunca, precisa de você, precisa se focar.
Você não está equilibrada, amiga.
Está carente... Chora, ri, se desespera, bebe muito, tenta fugir, se enche de remédio... Tem medo, se entrega... Está um caldeirão de emoções.
Mas eu não vejo uma linha sequer.
Diz que está se cuidando... Canalizando suas forças.
Marcar cirurgia e ir pro hospital é como se fossem as únicas coisas que existem da sua situação... E não são.
Você precisa da Nikki... Sem ela vai continuar perdida.
Se alimenta direito, se cuida... Não veja a cirurgia como se fosse uma tentativa inútil dos médicos, como se só a eles interessasse a sua saúde.
Você torce contra. Muitas vezes faz comentários como se não se importasse. Isso é baixa estima.
Está mentindo pra você... Pra sua verdade.
Se continuar assim, só terá alegrias momentâneas... Até ser abandonada de novo ou traída.
Está dando uma falsa Nikki... Diz e no outro instante exige letra por letra... Como se a resposta dos outros as suas necessidades dependessem deles, só deles.
Falsa realidade? Um bêbado tem... Um viciado tem... A Nikki tem... Tudo momentâneo.
E depois vem a angústia... O buraco fica ali... Maior.
Porque o principal você não se dá... E ninguém vai te preencher.
Seu vazio é grande Ni... A falta, a ausência de pessoas importantes na sua vida ajudou a você ter dificuldades em descobrir que precisa de um cafuné... Principalmente o seu.

Ni?

... Demorei a responder. Ainda concordava chorando e de cabeça baixa.

terça-feira, julho 20, 2010

Medo...

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009.


Eu queria ser a mulher impetuosa, forte e corajosa. Queria ser o milagre em que outras pessoas se espelhassem. Queria muitas pessoas por perto, sem ter pena, sem esperar receber algo em troca. Queria que você fosse eu em algum momento, para sentir e ver a vida com ‘novos’ olhos e entender realmente o sentido de simplesmente viver.
Talvez seja porque preciso de uma segunda opinião, uma visão que me aponte a luz nesse mundo cego. Porque na verdade, não tenho a mínima ideia de como me guiar sem uma mão entrelaçada na minha.
Realmente, eu queria... Que alguém pudesse percorrer a minha mente e tomar conta dos meus devaneios. E quem sabe, os tornariam realidade.
Queria uma mão pequena na palma da minha, um sorriso espontâneo e um amor incondicional.
Amor esse que procurei em cada rosto e abraço, dos mais verdadeiros aos inventivos. Até perceber que não iria encontrar. Ele está dentro de mim, esperando que eu possa dar a alguém que nunca vi. 
Queria subir bem alto, e me jogar de vez nas possibilidades que sempre achei que poderiam esperar mais uns anos, meses, semanas, dias. E que agora parecem tão urgentes.
Queria ver todas as cores e apreciar os cheiros dos lugares em que nunca pisei.
Queria me sentir livre, de mim, de você.

E sendo assim, não teria desagrado do que sou hoje. Como também sei que não vou sentir saudades do que fui antes.
Queria ser tanto... Eu. Mas fui só você, e me esqueci que viver além desses muros também era um plano meu.

Eu decidi. Daqui para frente você não irá mais comigo.

Adeus.

(Incrível como as expectativas mudam conforme os acontecimentos. E tudo se transforma em outros pensamentos.) 

quinta-feira, junho 24, 2010

Cotidiano...

“Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré.

Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas é desperdiçado.
Pode ser pior?”

Ao som de ‘Coldplay – Fix You’...

Senti uma vontade desgraçada de escrever, mas não sabia por onde começar... E continuo não sabendo. Só estou tentando jogar as palavras pra fora da mente, antes que elas me consumam em mais uma sessão de choro.

Ontem à noite tive as primeiras pontadas de que o final de semana não seria nada divertido, internamente. Os pensamentos ruins voltaram fortes como touros esmagando minhas expectativas positivas, e eu me vi mais uma vez, como tantas outras, perdida sentada em frente ao computador. Fotos, perfis, janelas... Tudo muito repetitivo e cansativo pra quem vem de uma caminhada de anos nesse mundo virtual.
A conexão resolveu parar (parece que a pedido do meu cérebro), e eu desabei na cama com o peso de um corpo morto.

Dormi quase que instantaneamente...
Acordei assustada, com a boca seca... A sensação de um sonho ruim, mas sem detalhes, sem lembranças. Apenas um vazio.
Ainda tinha sono, olhei o celular... 03h13min da madrugada. Fechei os olhos e adormeci novamente.
Dez para o meio-dia, não tenho vontade de sair da cama. Não tenho sono, porém um anseio infinito de que ele viesse e me levasse de novo para um mundo onde eu não teria lembranças.
Tentei ler aquele livro que antes parecia tão engraçado, e hoje perdeu o sentido dos risos.
Voltei pro mundo virtual tentando achar o alívio que não tenho na realidade.
Nada.
Tentativas frustradas de levantar o meu animo... E o gosto amargo da impotência de não ter o controle sobre mim.
Perdi as contas de quantas lágrimas foram escorrendo ao longo da tarde, e senti desesperadamente a falta de um abraço. Olhei para as paredes do meu quarto procurando algum consolo.
Lá estava ela... Uma estátua do que antes foi o meu abrigo. Mirava-a e recebia de volta o seu sorriso acolhedor e maternal, contudo imóvel. A sensação de que ela não iria se mover me demolia... Desviei o olhar.
Janelas piscavam irritadas em meu monitor esperando pelas minhas respostas, que não chegariam tão cedo. Simplesmente porque não tinha palavras.

A noite foi chegando e eu aqui, inerte nesse estado que não consigo decifrar. Ainda em frente ao monitor, dessa vez sem tentar me animar... Somente esperando que as horas passem e que mais um dia sem nenhuma serventia termine.

Quem sabe amanhã, quem sabe qualquer outro dia eu esteja bem.

terça-feira, junho 01, 2010

Novo...

28 de maio de 2010.

Não consigo dormir (novidade!)...
Em umas das tentativas de atrair o sono, deitei-me de lado com a cabeça apoiada sobre o braço direito e senti a fragrância do meu novo perfume.

É isso?! – pensei.

Um novo cheiro, um novo abraço, um novo toque, novas sensações, novas feições, um novo sentimento... Pára tudo!

Antes de continuar escrevendo, parei pra pensar.
Meu quarto está escuro e só enxergo o que escrevo por causa da claridade que vem da rua. Deitei-me de bruços e apoiei a cabeça sobre a minha mão esquerda. Parei de pensar e voltei a escrever...

Outro amor ou um novo amor?
Um novo amor. Que seja tão intenso quanto as minhas expectativas de encontrá-lo, que me traga ‘borboletas’ novas, que me dê aventuras que nunca vivi, que me devolva a harmonia do meu coração, a crença na cumplicidade...
Que me surpreenda com a durabilidade e acuidade do sentimento... E se terminar, que termine sem mentiras (respirei fundo, fantasiando...).

Falaram-me tantas vezes que algumas pessoas têm ‘medo’ de mim porque faço a linha ‘durona’... Mas eu nunca deixei de ser (odeio admitir isso) uma sonhadora... rss...

Bom dia, pessoal! Vou tentar dormir (ou não).

quarta-feira, abril 21, 2010

Alada...

Meus cabelos balançavam e minhas lágrimas eram jogadas para trás enquanto o ônibus corria comigo para casa.
E milhares de pensamentos vagaram pela minha mente quando, num movimento de cansaço, coloquei-a recostada no acento...
 Mas de todos esses pensamentos apenas um continuou martelando por horas e horas: “Por que agora parece mais difícil que das outras vezes? Eu deveria estar ao menos um pouco feliz, no entanto continuo cada dia mais triste.”

Mãos acalentavam uma das minhas como se quisessem dizer “Vai ficar tudo bem.”... Mas eu já estava exausta demais de ouvir essas mesmas palavras e totalmente incrédula.
“Deveria estar feliz.” – continuava  a pensar, novamente.
Os carros passavam contra os meus olhos na mesma velocidade que os pensamentos... Velozes.

Fechei os olhos desejando que tudo acabasse ali, torcendo para que fosse consciente da minha escolha. Mas o meu pedido não foi aceito.
Despedi-me das mãos que tentaram me alegrar nas horas anteriores e senti  a dor dentro do peito de não conseguir dar a reciprocidade merecida.

E dentro do ‘Meu Mundo (meu quarto)’ o tempo parava e retrocedia até onde eu desejasse. Ou avançava num futuro inexistente. Dentro do Meu Mundo tenho o controle e isso me acalma de certa forma. Porém não faz com que eu deixe a realidade...

Precisei das minhas asas (Diazepam) para dormir... rss... “Isso seria cômico se não fosse trágico.” O problema em me transformar em ‘Alada’ todas as noites é que sei que um dia não irei conseguir mais largá-las.
No final das contas, sou um ‘anjo caído’.

PS.: Nenhum vestígio de felicidade.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Duplicidade...

Olá...
Chamo-me Monique, tenho vinte e três anos. Não tenho uma carreira profissional promissora, não estudo e não tenho uma família estruturada. Sou aparentemente saudável e internamente doente. Costumava acreditar muito nas pessoas e no que elas diziam... Até o dia em que falaram demais.

Dizem que eu tenho bom gosto, dizem que sou uma boa amiga, dizem que sou diferente, dizem que sou forte, dizem que sou inteligente, dizem que sou bem humorada... Dizem que sou corajosa, dizem amadureci muito nos últimos anos, dizem que sou adorável... Muitos dizem que queriam ser como eu.

Muitos disseram que me amavam.
Muitos disseram que estariam por perto...

E olhando em volta, quase não vejo as pessoas que me disseram essas palavras.

De certo que eu errei com algumas dessas pessoas... É certo que muitas delas também erraram comigo... E com algumas até aconteceu a tal “segunda chance”, que foi desperdiçada por falta de sabedoria de ambas as partes.

Sinto falta de muitas pessoas...
Mas a que mais sinto falta é de mim mesma.

Aos catorze anos era uma futura psicóloga de um hospital e cuidava de crianças. Eu tinha a minha própria casa com um quintal enorme e várias árvores de todos os tipos de frutas, eu tinha um jardim, um marido, um labrador,e tinha filhos... Eu tinha mil problemas e era feliz... Eu não tinha medo da morte.

Aos vinte e três eu não sou ninguém, não cuido de ninguém. Não tenho a minha própria casa, nem jardim, nem marido... Tenho uma cocker spaniel (que amo demais)... rss... E não posso ter filhos. Eu tenho mil e um problemas e sou infeliz... Continuo não tendo medo da morte, mesmo com ela ao meu lado.

Não se enganem... O meu problema não é medo. O meu temor é de não ser, de não ter feito nada do que eu sempre quis. O meu temor é de olhar prá trás e ver que eu me perdi pelo caminho...
O meu temor é de perceber que todas essas escolhas foram minhas.

Meus dias correm e eu não tenho muito que fazer.
Olho pro lado e vejo a pessoa que eu era fazendo tudo o que eu achava que podia.
E enquanto ela corre contra o tempo entre uma tarefa e outra, eu apenas olho para o teto tentando ignorar a sua presença.
Às vezes a presença dela é tão forte que toma o meu lugar. Então ela se levanta da cama, sai, se diverte e quando está só novamente, eu volto pro meu espaço.

Assim como todos, admiro-a. Ela nunca se abate diante dos problemas, ela não demonstra sofrer, ela tem ‘liberdade de espírito’...
Ela só se esquece que faz parte de mim... E eu só faço questão de esquecer que sou parte dela.

"E são tantas marcas, que já fazem parte do que eu sou agora... Mas ainda sei me virar."

segunda-feira, novembro 02, 2009

Orgulho...

Caramba! Como é difícil manter um Blog...
Apesar de que vivo na internet, nem sempre tenho vontade de escrever. Nesse texto vou tentar usar uma linguagem um pouco mais diferente.
Bom pessoal... Quem me conhece, sabe que a semana passada foi um pouquinho estressante (mais do que as outras), e até arrisco dizer que também foi ‘agitada’.
Perdi algumas consultas no INCA, fui ao show do Biquíni Cavadão e Outback com a Sabrina, e no dia seguinte quando fui tentar remarcar as consultas... Acabei sendo assaltada. 

Pois é, só faltou aquela clássica cagada de pombo (no meu caso, de urubu... rss...).
Tive crise de depressão um poucochinho mais profunda... Passei quase uma semana sem sair do quarto. Fiquei um pouco perdida com a minha ‘própria identidade’ (dei uma de ‘doida’ e encarando-me em frente ao espelho perguntei: Quem é você?). Não tenho vergonha de admitir que estou ficando perturbada psicologicamente. Não tenho vergonha de admitir que depois de tudo isso já não me reconheço mais. Todo mundo passa por momentos difíceis... Esses são os meus.
Está bem, está bem... Já parei... rss...
Fico com medo e ao mesmo tempo confiante. Triste de um lado e feliz de outro... O que eu tiro disso tudo? É que existem dois lados de uma mesma situação (sempre).
Estou tentando optar só pelo lado bom...
“Eu penso da seguinte forma... Não posso ficar reclamando e chorando o tempo todo, isso só afasta mais as pessoas. E eu acabaria por ficar até sem familiares por perto... Não posso descontar os meus problemas nos outros, ninguém tem culpa... E nem eu. A chave da questão é aceitar, digerir a história e seguir em frente. Apesar de isso não ser nada fácil... rss... E rir... Rir de tudo... De qualquer coisa que seja meramente engraçado. Dizem que um sorriso abre portas... rss... Abre a porta da nossa alma também. Parece até que estou filosofando, mas depois de muito tempo eu vi que é verdade. Eu só me recuperei rápido das outras vezes por conta desses fatores. Eu sei que está mais complicado aplicar isso no dia-a-dia agora, porque como você disse, eu estou cansada... Mas fazer o que?!... rss... Matar-me não vou. Pedir 'arrego' também não... rss... É melhor ir em frente e enfrentar o que vier...”
Essa sou eu...
E cá entre nós... Lendo essas frases, ORGULHO DE MIM MESMA... PRA CARAMBAAA! ... rss...
Até a próxima pessoal! =D ...