sexta-feira, outubro 29, 2010

Mãe...

Queria que você estivesse aqui, pra ver que eu fui em frente... Não da maneira correta, mas da maneira que foi possível.
Queria que soubesse dos segredos que nunca contei a ninguém, porque só contaria para você... Assim como fiz e faço tantas e tantas vezes enquanto sozinha no meu quarto te peço ajuda.
Queria que me mostrasse como fazer para me livrar dessa prisão que criei em mim, que não abro totalmente para ninguém... E quando tento, faço errado.

Você me deu tanto, tanto amor que quando o perdi de uma vez só... Não soube e continuo não sabendo o que fazer.

Por que não me diz como reerguer as bases que se deterioraram desde que se foi?!
Nossa casa, não é mais nossa... Não é mais minha. Entro querendo ir embora porque só encontro estranhos ao invés da família que éramos.

Queria te dizer que a dor de amar alguém que não te ama é bem pior do que quando me viu chorar pela minha primeira paixão em que eu me lamentava dizendo que não existia nada pior... Quando você se foi, eu vi que realmente existia como tinha me dito.
E que hoje eu sei como você se sentiu quando partiram o teu coração de forma irracional, leviana e injusta.
Hoje posso dizer... Sinto muito.

Queria o teu colo pra aliviar a dor, porque sem você aqui ela duplica, triplica e se torna infinita... Consome-me e me mata aos poucos.

Queria tanto que visse que estou lutando com tudo o que me restou pra realizar algo que era um sonho nosso.
E que estou feliz, de certa forma, por sentir você me impulsionando a cada pequeno passo que dou...

Queria que me perdoasse pelas bobagens que fiz ao longo do meu breve caminho. Tudo o que fiz foi parar tentar te encontrar de alguma forma... Porém de forma errada.
Por vários momentos me esqueci que não seria daquele jeito que nos encontraríamos novamente.
Então agora, apenas espero que os dias terminem e recomecem... Até o dia em que você estiver ao meu alcance novamente.

Queria que soubesse que meu amor por você me fez levantar muitas e muitas vezes e é por isso que ainda estou aqui, tentando... Sofrendo como nunca, mas tentando.
Queria não ter o arrependimento de ter dito “Idem...”, ao invés de “Eu te amo também...”.

Queria ter a resposta... “Quando eu vou superar, quando?”

...

Sinto sua falta, sempre... E dói, dói demais.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Eu te amo...

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir...

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir...

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir...

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair...

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

terça-feira, outubro 05, 2010

(.)

Eu sei o que me afronta... Eu mesma.
Antes eu me limitava a tudo por estar doente e me esconder atrás disso era fácil.
Meu tempo de repouso vai passar, e eu vou ter que seguir em frente... Mas...
Como recomeçar e... Olhar em volta e ver que perdi tudo em vários aspectos?
A vontade de levantar da cama e fazer tudo diferente é enorme, mas aí... o medo vem esmagando... E eu me perco.

Eu reconheço de longe quando não estou fazendo bem as pessoas. E não gosto disso.
Darei meia-volta... E tudo vai ficar mais tranqüilo.

"Você acha que eu tenho que saber tudo de você pela internet."
 (Perdoe-me.)

segunda-feira, setembro 20, 2010

Fantasmas...


Sonhei com minha mãe.
Sempre que sonho com ela acordo com o peito apertado, dolorido... Dessa vez foi estranho.

“Parecia uma casa de férias. Portas e janelas de madeira, estilo colonial.
Um vento forte e gelado começava a bater. Minha mãe corria para fechar as portas, enquanto eu fechava as janelas.
Minhas avós estavam na sala.
E eu via fantasmas do lado de fora. Diziam coisas que eu não entendia, e me olhavam de uma forma estranha.
Minha avó paterna tremia de medo, e eu a cobria.
O vento aumentava e eu continuava a ajudá-la a fechar a casa.”

Acordei...

Fiquei alguns minutos até dar um sentido para aquilo.

“Ela está sempre me protegendo, em qualquer lugar que esteja. Sempre me ajudando a afastar os meus fantasmas e medos. Ela sempre vem me socorrer. Sempre perto de mim.”

Sinto sua falta, e dói.

Comendo, rezando, amando...


Mais uma vez, eu não conseguia parar de chorar.
Foi então que ele começou a recuar, e foi então que eu vi o outro lado do meu apaixonado herói romântico – o ‘R.’ solitário como um náufrago, frio e que precisava de mais espaço para viver.
O súbito recuo emocional de ‘R.’ provavelmente teria sido uma catástrofe para mim até mesmo nas melhores circunstâncias, já que sou uma das formas de vida mais afetuosas do planeta, mas aquelas eram as piores circunstâncias possíveis para mim. Eu estava insegura e dependente, e precisava de mais cuidados do que trigêmeos prematuros. Seu afastamento só me fez tornar mais carente, e minha carência só fez acelerar o afastamento, até que, em pouco tempo, ele recuava debaixo de uma chuva de frases chorosas minhas: “Você está distante. O que está acontecendo?”

(Dica de relacionamento: Os homens ADORAM isso.)

O fato é que eu havia me viciado em ‘R.’ (em minha defesa, posso dizer que ele havia possibilitado isso, já que era uma espécie de homem fatal) e, agora que sua atenção estava desaparecendo, sofria as consequências facilmente previsíveis.
O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria – um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom – apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça).
O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse. Enquanto isso, o objeto da sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia amou com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem para você. Você está um caco, irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos.

Então é isso. Você agora chegou ao ponto final da obsessão amorosa – a completa e implacável desvalorização de si mesma.

(A Srta. [ou Sra.] Liz Gilbert que me desculpe, mas todas as palavras cairam como... Como certezas na minha mente.)

segunda-feira, agosto 30, 2010

(...)

"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..."
- Mário Quintana -

Cara, como as lan houses ficaram infernais... Bendita hora pro computador dar problema. ¬¬'

Era para estar internada, no entanto, pela quarta vez no mês, adiaram minha cirurgia. Que beleza, não?!
Acho que estão esperando que eu bata as botas pra decidirem me internar... rss... Eles só não sabem que eu sou 'vaso ruim' pra burro. =)

Desnorteada, cansada, magoada... Frustrada. Ou seja, totalmente cagada por um urubu.

Pode ficar pior? rss...

I'll be back!

sexta-feira, agosto 20, 2010

Verdades...

Geiza diz: 

Você está cansada de estar doente. 
Você precisa se curar, amiga... Precisa ser forte e conseguir ver o que está acontecendo.
Por isso te digo... Você tem que se cuidar, senão nada, nem ninguém vai responder as suas expectativas. Precisa se redescobrir.
Você não sabe o que está oferecendo e precisando da pessoa ao seu lado. Mais do que nunca, precisa de você, precisa se focar.
Você não está equilibrada, amiga.
Está carente... Chora, ri, se desespera, bebe muito, tenta fugir, se enche de remédio... Tem medo, se entrega... Está um caldeirão de emoções.
Mas eu não vejo uma linha sequer.
Diz que está se cuidando... Canalizando suas forças.
Marcar cirurgia e ir pro hospital é como se fossem as únicas coisas que existem da sua situação... E não são.
Você precisa da Nikki... Sem ela vai continuar perdida.
Se alimenta direito, se cuida... Não veja a cirurgia como se fosse uma tentativa inútil dos médicos, como se só a eles interessasse a sua saúde.
Você torce contra. Muitas vezes faz comentários como se não se importasse. Isso é baixa estima.
Está mentindo pra você... Pra sua verdade.
Se continuar assim, só terá alegrias momentâneas... Até ser abandonada de novo ou traída.
Está dando uma falsa Nikki... Diz e no outro instante exige letra por letra... Como se a resposta dos outros as suas necessidades dependessem deles, só deles.
Falsa realidade? Um bêbado tem... Um viciado tem... A Nikki tem... Tudo momentâneo.
E depois vem a angústia... O buraco fica ali... Maior.
Porque o principal você não se dá... E ninguém vai te preencher.
Seu vazio é grande Ni... A falta, a ausência de pessoas importantes na sua vida ajudou a você ter dificuldades em descobrir que precisa de um cafuné... Principalmente o seu.

Ni?

... Demorei a responder. Ainda concordava chorando e de cabeça baixa.