domingo, junho 17, 2012

B.

15.06.2012

"Me deixe em paz!" - Ele esbravejou.

Minhas lágrimas cairam instantaneamente e eu desliguei o telefone.
Não queria que ele me ouvisse chorar de novo por horas seguidas como na noite anterior.
Não queria não conseguir desligar o telefone de novo.

- Não consigo ter um relacionamento à distância.
- Vamos tentar, por favor!
- Não posso.

E ele se foi. Para outro estado, outra cidade, outro emprego... Outra vida.

 O presente que criei ficou, junto com as palavras que eu não disse, com as aventuras não compartilhadas, os sonhos pelo caminho, o amor que não pude dar... O coração em pedaços.

"Não vai embora pra longe de mim!" - Eu pedia chorando sem conseguir falar enquanto ouvia-o dizer: "Dá 'Tchau', Monique! Dá 'Tchau', Monique! ... Um beijo."

Não o ouvia e nem ouviria mais.
No silêncio do meu quarto, o som das lágrimas caindo no travesseiro junto com o meu choro desesperado.

Ele se foi.

terça-feira, maio 01, 2012

Amiga...

Sempre respeitei o seu espaço e tempo, apesar de me sentir tão impotente.
Sempre achei que conseguiria resolver todos os problemas das pessoas que gosto, e na maioria eu conseguia, mesmo que elas não valessem nada, como aconteceu tantas vezes.
Mas, com você a sensação é de que falhei, de que pela primeira vez eu não tinha conseguido realmente arrumar tudo, trazer de volta... Sinto muito.

Saudade da sua risada.

Monique.

domingo, abril 29, 2012

Noite...

Hoje eu chorei, como há muito tempo não acontecia.
Embebi meu travesseiro com aquele choro abafado para que não pudessem me ouvir, com os soluços contidos em desespero.
Chorei para que minhas preces fossem atendidas.
Chorei para apagar o passado.
Chorei pelas escolhas erradas, pelo certo que desconfiei em ser duvidoso, pelas palavras ditas e pelas que não consegui enunciar.
Chorei pelas tentativas frustradas e também por aquelas que não tive coragem de arriscar.
Chorei pra me sentir mais quente, mais eu.
Chorei pra me sentir intensa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Passado...

No final, ficou só aquela sensação do que poderíamos ter evitado, do que deveríamos ter feito...
Do que poderíamos ter sido.

Sem mais, e por fim...

Um dia, eu amei nós dois. Eu amava... Amava.

terça-feira, outubro 25, 2011

Silêncio...

A maquiagem que tinha feito para ir a festa ia se desmanchando, mostrando que eu não era nada bonita sem minha armadura.
Minha fiel e única companheira ao meu lado (Nikita), perto do monitor. Automático. Click!
Então, se eu posso fingir que estou bem na maioria do tempo... Será que não posso mostrar quando estou mal naquele momento?
Estou aqui, de verdade. Consegue me ver? Quer me ver?
Eu sei, prefere quando finjo.


quarta-feira, junho 01, 2011

Autodefesa...

Eu me saboto, o tempo todo...
Irritação, mau humor, chatice, poucas palavras do que realmente importa.
Imediatismo constante... Pior do que antes.
E o arrependimento por não ter dito, por não ter feito diferente.

Espero que as pessoas lutem contra algo que elas nem sabem, por algo que talvez nem queiram.
E isso se torna a ‘melhor parte do plano’...
Elas não lutam, eu as afasto... E me entristeço, e esqueço que foi tudo criado por mim.

E enraiveço por não saber mais como agir, por não achar justo ter que correr atrás de algo que nunca vai fazer parte de mim, pra mim.

E sinto inveja de não ter sido a escolhida para ter recebido o sentimento que fora dado à outra pessoa... Em vão.

Como uma peça sem encaixe em lugar algum.
Como uma vitrola quebrada cantando a mesma canção com nomes diferentes.
Como uma história idêntica... Como sempre.

E explico, mas não me faço entender, porque tenho medo que me decifrem.
Entrelinhas... Não percebem. Eu gosto, e detesto.

Viro-me, e vou embora.

Porque é melhor... Porque é pior.
Porque dói, e finjo que passa.

E me calo...

E não tem fim.

quinta-feira, maio 05, 2011

Gélida...

“- Iron Woman?! Por que esse nick, você é tão fria assim?”
- Não, meu irmão que me deu esse apelido.”

Apesar de ser verdade, acho que ando mentindo.

Perdi meu coração, por aí, em alguma esquina qualquer.
Não o encontrei... Ninguém o encontrou.
Dias, meses, anos... Quando foi mesmo?!

Não sei mais escrever, e isso não me inquieta como antes. Não sei mais falar, mas também não me importo. Não sei mais sentir... Sinto falta (ando repetindo muito isso).
De tudo o que não tenho, ou nunca tive, do que mais eu tenho saudade mesmo?!
De mim, quiçá.

Achei minha camisa rabiscada no último dia do ensino médio...
Vesti a camisa... Tinha quinze anos de novo.
Aqueles rostos tão conhecidos reapareceram diante dos meus olhos fechados. Eles me gritavam pelo apelido (Nike, Nike, Nike ... sempre três vezes seguidas e rápidas... rss...). Ríamos até cansar, zoações com o grupo ‘rival’, pular no ‘quebra-mola’ no fundo do ônibus, abraços coletivos...

Vez ou outra, paixões, que pareciam que nunca teriam fim.
Tão intensas, tão vulneráveis, tão desmedidas, tão... Tão minhas.

Abri meus olhos.
Era apenas eu, uma ‘menina’ de vinte e quatro anos com uma camisa velha rabiscada.

Aquela outra ‘garota’ me traz tanta saudade. Se ela soubesse como eu amava o seu jeito, e como eu queria me desculpar por reprimi-la, por brigar toda vez quando agia impulsivamente, por escondê-la com medo de que a ferissem sempre... Pior ainda, por ter conseguido.
No final, só descobri o quanto ela é mais corajosa que eu, o quanto ela vivia mais todos os dias, daquela forma insana de querer abraçar o mundo, ser e acontecer... Sem medo.

Queria trazê-la de volta.
Não sei como trazê-la de volta.

 Tenho medo.