domingo, abril 29, 2012

Noite...

Hoje eu chorei, como há muito tempo não acontecia.
Embebi meu travesseiro com aquele choro abafado para que não pudessem me ouvir, com os soluços contidos em desespero.
Chorei para que minhas preces fossem atendidas.
Chorei para apagar o passado.
Chorei pelas escolhas erradas, pelo certo que desconfiei em ser duvidoso, pelas palavras ditas e pelas que não consegui enunciar.
Chorei pelas tentativas frustradas e também por aquelas que não tive coragem de arriscar.
Chorei pra me sentir mais quente, mais eu.
Chorei pra me sentir intensa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Passado...

No final, ficou só aquela sensação do que poderíamos ter evitado, do que deveríamos ter feito...
Do que poderíamos ter sido.

Sem mais, e por fim...

Um dia, eu amei nós dois. Eu amava... Amava.

terça-feira, outubro 25, 2011

Silêncio...

A maquiagem que tinha feito para ir a festa ia se desmanchando, mostrando que eu não era nada bonita sem minha armadura.
Minha fiel e única companheira ao meu lado (Nikita), perto do monitor. Automático. Click!
Então, se eu posso fingir que estou bem na maioria do tempo... Será que não posso mostrar quando estou mal naquele momento?
Estou aqui, de verdade. Consegue me ver? Quer me ver?
Eu sei, prefere quando finjo.


quarta-feira, junho 01, 2011

Autodefesa...

Eu me saboto, o tempo todo...
Irritação, mau humor, chatice, poucas palavras do que realmente importa.
Imediatismo constante... Pior do que antes.
E o arrependimento por não ter dito, por não ter feito diferente.

Espero que as pessoas lutem contra algo que elas nem sabem, por algo que talvez nem queiram.
E isso se torna a ‘melhor parte do plano’...
Elas não lutam, eu as afasto... E me entristeço, e esqueço que foi tudo criado por mim.

E enraiveço por não saber mais como agir, por não achar justo ter que correr atrás de algo que nunca vai fazer parte de mim, pra mim.

E sinto inveja de não ter sido a escolhida para ter recebido o sentimento que fora dado à outra pessoa... Em vão.

Como uma peça sem encaixe em lugar algum.
Como uma vitrola quebrada cantando a mesma canção com nomes diferentes.
Como uma história idêntica... Como sempre.

E explico, mas não me faço entender, porque tenho medo que me decifrem.
Entrelinhas... Não percebem. Eu gosto, e detesto.

Viro-me, e vou embora.

Porque é melhor... Porque é pior.
Porque dói, e finjo que passa.

E me calo...

E não tem fim.

quinta-feira, maio 05, 2011

Gélida...

“- Iron Woman?! Por que esse nick, você é tão fria assim?”
- Não, meu irmão que me deu esse apelido.”

Apesar de ser verdade, acho que ando mentindo.

Perdi meu coração, por aí, em alguma esquina qualquer.
Não o encontrei... Ninguém o encontrou.
Dias, meses, anos... Quando foi mesmo?!

Não sei mais escrever, e isso não me inquieta como antes. Não sei mais falar, mas também não me importo. Não sei mais sentir... Sinto falta (ando repetindo muito isso).
De tudo o que não tenho, ou nunca tive, do que mais eu tenho saudade mesmo?!
De mim, quiçá.

Achei minha camisa rabiscada no último dia do ensino médio...
Vesti a camisa... Tinha quinze anos de novo.
Aqueles rostos tão conhecidos reapareceram diante dos meus olhos fechados. Eles me gritavam pelo apelido (Nike, Nike, Nike ... sempre três vezes seguidas e rápidas... rss...). Ríamos até cansar, zoações com o grupo ‘rival’, pular no ‘quebra-mola’ no fundo do ônibus, abraços coletivos...

Vez ou outra, paixões, que pareciam que nunca teriam fim.
Tão intensas, tão vulneráveis, tão desmedidas, tão... Tão minhas.

Abri meus olhos.
Era apenas eu, uma ‘menina’ de vinte e quatro anos com uma camisa velha rabiscada.

Aquela outra ‘garota’ me traz tanta saudade. Se ela soubesse como eu amava o seu jeito, e como eu queria me desculpar por reprimi-la, por brigar toda vez quando agia impulsivamente, por escondê-la com medo de que a ferissem sempre... Pior ainda, por ter conseguido.
No final, só descobri o quanto ela é mais corajosa que eu, o quanto ela vivia mais todos os dias, daquela forma insana de querer abraçar o mundo, ser e acontecer... Sem medo.

Queria trazê-la de volta.
Não sei como trazê-la de volta.

 Tenho medo.

terça-feira, março 22, 2011

Aceitação...

Falta... A única palavra pra resumir tanta coisa.

Sinto falta de uma rotina. Uma rotina daquelas que muita gente reclama.
De não sentir o tempo passar fazendo as mesmas coisas todos os dias, e não me importar com isso.

Sinto falta dos braços que nunca vêm me abraçar durante a noite, das pernas e pés enroscados procurando um ao outro para se esquentarem. Do ‘Bom dia!’ sem pressa de levantar, sem ter vontade de sair daquela inércia enquanto eu observo e sou observada detalhe por detalhe do rosto na esperança (e certeza) de nunca esquecer nenhum traço.
Sinto falta do barulho dos talheres no café, almoço e jantar, geralmente em horas desordenadas.

Sinto falta das mãos que não seguram as minhas quando sinto dor, nem aparam o meu choro e tão pouco se unem as minhas ruas a fora. Não alisam a minha face e nem afastam os meus cabelos dos olhos.
Sinto falta dos “Eu te amo” que não ouço, das manias, brincadeiras, das brigas e voltas, do medo de perder.
Sinto falta da doce ilusão do “para sempre”. Dos anos que são desejados mais e mais... E que não vieram.
Sinto falta da certeza palpável do amor sem pretensões e mentiras.

Sinto falta das fotos cheias de sorrisos e dos inúmeros momentos em que desejei que nunca terminassem... Aqueles que não houveram.
Sinto falta da despedida com os olhos marejados ansiosos por um reencontro e a sensação de vazio, mas com aquela saudade de quem sabe que a espera valerá a pena.

Sinto falta de brigar pela escolha dos nomes dos filhos que nunca tive.

Sinto falta de sonhar. Achar que um dia eu teria não a perfeição, mas a realização de coisas que pareciam ser tão... Simples e surreais.

Sinto falta de cuidar, mimar, até mesmo me sacrificar... E acabar sendo um tanto chata com isso... rss...
Sinto falta de me preocupar com ‘a’ pessoa.
De ir dormir sorrindo, ou encharcar meu travesseiro com lágrimas felizes em agradecimento... Ao invés dessas que derramo agora de tristeza e agonia.
Céus... Como sinto falta de velar o sono enquanto planejo/invento o futuro.

Sinto falta de um reconhecimento. De compartilhar minhas pequenas conquistas com alguém que se importe.

Sinto falta do amor que nunca tive, daquela pessoa que nunca esteve ao meu lado. Sinto falta do ‘nós’ que não existiu.

Sobra tanta falta...

...

Sabe, eu passei a aceitar muitas coisas sobre mim, e a respeitá-las também.
Uma delas... Eu não sei ser sozinha. Tenho a necessidade constante de me doar, ‘fazer e acontecer’. Porém, em contrapartida... Não quero migalhas nem restos de ninguém. Estou cansada de só receber isso.
Então, prefiro ficar sozinha.
Complicado, não?! rss...

Queria um companheiro para as horas ruins, porque só para as boas sempre tem sobrando.
Queria um amigo, um amante, um sonhador que viajasse nos meus pensamentos, e quando fosse preciso, me trouxesse de volta pra realidade.
Um incentivador, mesmo quando o que eu fizesse não ficasse bom. Um crítico, para me dizer que sempre posso melhorar. Um professor a me ensinar o que não sei. Um aprendiz a compartilhar das minhas poucas experiências sobre a vida.
Alguém sem medo de dizer e sentir... Para que me desse a segurança de fazer o mesmo.

Fico pensando em que momento eu saí do palco. Quando terá sido realmente o momento em que me tiraram de cena e passei a ser expectadora de um roteiro que também era meu.
Quando foi que as minhas falas e presença deixaram de ser necessárias?!
Será que fui indispensável algum dia nesse teatro da vida em que pareço não me encaixar nunca?

A verdade é que de tanto tentar ser/ter uma personalidade rústica achando que assim iria me adaptar... Perdi-me. Fiquei perdida pelo caminho e agora eu só queria que alguém me achasse, me desse a mão e caminhasse comigo... Mesmo se não houvesse rumo.
Eu estaria bem, estaria segura (ou apenas teria a ilusão disso).

Como é sentir um amor verdadeiro?
Como será estar com alguém que está sempre no presente por tempo ilimitado?

Vejo os meus avôs com mais de 60 anos de casados e ainda sinto o amor, e até mesmo um pouco de ciúmes (acho o ciúme tão engraçado... rss...).
Fico desejando isso pra mim.
Contudo, como um projeto embargado, creio que nunca vai sair do ‘papel’.

Não há nada que eu queira mais do que ser amada e amar de novo, incondicionalmente.

E me irrita a hipocrisia das pessoas de se acharam autosuficientes e me falaram que amar a si mesmo basta.
Se eu pudesse, cuspia na cara dessas pessoas. Além de enganarem a si mesmas, tentam enganar o próximo.
Todo mundo precisa de alguém... Isso é incontestável.

Em um Blog todas essas palavras podem (ou serão) usadas contra mim. Sou ciente disso.
Mas até mesmo quem não ‘me leu’, me magoou. Então, pensando assim, não tenho medo de expor minhas reais fraquezas, defeitos e o lado ‘menina sonhadora’ que muitas nem sonham que exista por trás dessa armadura.

Vejam só... A última romântica, porém com aquela pitada de personalidade forte no final... Caso contrário, não seria a Monique ou se preferem... Iron Woman... rss...

Até a próxima, pessoal.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ferro...

Muitos rostos conhecidos em imagens que foram captadas em algum momento feliz.
Dois rostos... Nenhum sozinho apenas com uma sombra ao lado.

Não sou eu em nenhuma dessas fotografias.
Não tenho nenhuma parecida.

Apenas, eu só.

Como dizem: Casa de ferreiro, espeto de pau.

...

Queria ‘falar’ mais, mas as palavras estão embargadas na garganta.
Talvez na próxima.