sexta-feira, julho 13, 2012

Platão.

12.07.2012

“Raios, trovões e falta de luz. Fica comigo até passar?”

Silêncio.

Será que ele me lê? Ou já trocou de número? Ou então nem abre as mensagens assim que vê o meu número?

Quem me vê assim nem reconhece a menina que trocou o ‘ironicamente’ por ‘platonicamente’.
Menina... Mulher... O que sou mesmo nesse momento?

E eu que achava que não sabia mais escrever em meio à felicidade, escrevi pra ti.
Presentes não entregues, cartas não enviadas, nenhum contato. Nem um endereço ou sequer um telefone residencial. Nenhuma palavra... Nada.

Não
Abdico
De
Acreditar

Acreditar em quê?
No destino? Num universo conspirador? Em mim ou em você? Nós?!
Saudade do nosso breve ‘nós’.

Naquele domingo de manhã, acordando ao lado daqueles olhos castanhos eu poderia acreditar em qualquer coisa.
Até em que eu tinha me apaixonado perdidamente, platonicamente.

Um comentário:

  1. "..o afastamento no tempo engana o sentir da alma, tal como o afastamento no espaço ilude os sentidos do corpo." (MM, 2012)


    [- programei isso para o meu blog, hoje.]

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