quarta-feira, novembro 14, 2012

Eu?


Ela mudou.
Agora gosta de sair, beber, ir a shows de rock e comida japonesa.
Veste xadrez, ama batom vermelho e unhas com a mesma cor.
Ainda tem medo, mas chora bem menos e esquece mais rápido.
Continua usando o riso como remédio, nem que seja pra enganar a doença.
Beijou sem paixão... E não gostou. Sem sal, sem açúcar.
Se sente só, porém quem se aproxima ela repele.
Contraiu o mal da descrença.
Troca de música predileta muitas vezes.
Olha pro espelho e se sente diferente. Mais velha, mais rubra, mais mulher, mais ela.
Quem vê de longe, acha confiante, mas nem sabe que ainda se treme toda com primeiros encontros.
Ela não mudou. 

sexta-feira, julho 13, 2012

Platão.

12.07.2012

“Raios, trovões e falta de luz. Fica comigo até passar?”

Silêncio.

Será que ele me lê? Ou já trocou de número? Ou então nem abre as mensagens assim que vê o meu número?

Quem me vê assim nem reconhece a menina que trocou o ‘ironicamente’ por ‘platonicamente’.
Menina... Mulher... O que sou mesmo nesse momento?

E eu que achava que não sabia mais escrever em meio à felicidade, escrevi pra ti.
Presentes não entregues, cartas não enviadas, nenhum contato. Nem um endereço ou sequer um telefone residencial. Nenhuma palavra... Nada.

Não
Abdico
De
Acreditar

Acreditar em quê?
No destino? Num universo conspirador? Em mim ou em você? Nós?!
Saudade do nosso breve ‘nós’.

Naquele domingo de manhã, acordando ao lado daqueles olhos castanhos eu poderia acreditar em qualquer coisa.
Até em que eu tinha me apaixonado perdidamente, platonicamente.

terça-feira, julho 10, 2012

B.

22.06.2012

Sinto sua falta, todos os dias. E mais nas noites.
Deus é testemunha...

- Deus, Deus, DEUS!

Chamei por ele e por você, ninguém me ouviu. Ninguém me respondeu.

Dos pedidos agonizantes, do choro histérico ao cansaço falsamente tranquilizante, eu adormeço...

Sem ouvi-los.

terça-feira, junho 19, 2012

Dúvida.


- E se?

“E se” sempre me mata aos poucos.

“E se...” – Você não me deixou nem terminar de perguntar. Mesmo assim a pergunta ficou ali, pairando.
Perdi as contas de quantos ‘e ses’ eu me perguntei desde a semana passada. Quantos vou me perguntar daqui a um mês?

E se você estivesse aqui, já teria me respondido?
Provavelmente. Dizendo: ’E se’ nunca ‘É’.

No auge da sua (ir)racionalidade sempre existia resposta para tudo, embora não fossem as que eu queria ouvir naquele momento.
E eu que achava que dominava a técnica das respostas na ponta da língua, não tinha nem espaço para réplicas.

Você não me respondeu.
Pesa tanto o vazio daquela chuva de perguntas que eu tinha a fazer.

Mas eu prometo, prometo retirar todas as outras se você me responder apenas...

E se?

domingo, junho 17, 2012

B.

17.06.2012

Ainda não consegui ir para casa. Fiquei com Sa e Si a tarde/noite inteira.
Melhor dizendo, Sa, Si e B. (mentalmente).
Fui chamada pelas meninas várias vezes enquanto voava em meus pensamentos até lugares que nunca estive com ele.

"O tempo está a nosso favor, meu amor." - Ele me dizia com a voz mais doce do mundo, e meu coração se acalmava com toda aquela certeza.

Certeza... Era tudo o que tinhamos.
Certeza foi a única coisa  que me restou.
Certeza de que eu não o esqueceria; certeza de que o esperaria, mesmo se me magoasse depois; certeza de que ainda iria realizar todos os nossos planos juntos...
Certeza de que aquele sentimento que ficou não pararia de crescer, mesmo distante.
Certeza de que o que tem de ser, será.

Certeza.

B.

16.06.2012

1:00h.

Forcei-me a sair de casa.
Fui pra casa da Si, almoçamos juntas e o assunto foi, claro, sobre B.
Si (Simone) mora próximo a Sa (Sabrina). Fomos para lá, e encontramos mais três amigos. Bebi, coisa que não podia, ri e chorei (calada no banheiro porque já não queria mais que me vissem assim).

B. povoava minha mente enquanto via meus amigos conversando sem ouvir nada.
Vez ou outra eu ria com as bobagens que conseguia entender.
O vinho começou a fazer efeito e eu pensava o quanto B. iria se divertir conosco.

Cada um dos meus amigos seguiram para outros lugares. Eu fiquei ali, pensando onde ele poderia estar, se já estava dormindo, se estava bem e se estaria sentindo minha falta... Tanto quanto eu sentia a dele.

B.

15.06.2012

"Me deixe em paz!" - Ele esbravejou.

Minhas lágrimas cairam instantaneamente e eu desliguei o telefone.
Não queria que ele me ouvisse chorar de novo por horas seguidas como na noite anterior.
Não queria não conseguir desligar o telefone de novo.

- Não consigo ter um relacionamento à distância.
- Vamos tentar, por favor!
- Não posso.

E ele se foi. Para outro estado, outra cidade, outro emprego... Outra vida.

 O presente que criei ficou, junto com as palavras que eu não disse, com as aventuras não compartilhadas, os sonhos pelo caminho, o amor que não pude dar... O coração em pedaços.

"Não vai embora pra longe de mim!" - Eu pedia chorando sem conseguir falar enquanto ouvia-o dizer: "Dá 'Tchau', Monique! Dá 'Tchau', Monique! ... Um beijo."

Não o ouvia e nem ouviria mais.
No silêncio do meu quarto, o som das lágrimas caindo no travesseiro junto com o meu choro desesperado.

Ele se foi.

terça-feira, maio 01, 2012

Amiga...

Sempre respeitei o seu espaço e tempo, apesar de me sentir tão impotente.
Sempre achei que conseguiria resolver todos os problemas das pessoas que gosto, e na maioria eu conseguia, mesmo que elas não valessem nada, como aconteceu tantas vezes.
Mas, com você a sensação é de que falhei, de que pela primeira vez eu não tinha conseguido realmente arrumar tudo, trazer de volta... Sinto muito.

Saudade da sua risada.

Monique.

domingo, abril 29, 2012

Noite...

Hoje eu chorei, como há muito tempo não acontecia.
Embebi meu travesseiro com aquele choro abafado para que não pudessem me ouvir, com os soluços contidos em desespero.
Chorei para que minhas preces fossem atendidas.
Chorei para apagar o passado.
Chorei pelas escolhas erradas, pelo certo que desconfiei em ser duvidoso, pelas palavras ditas e pelas que não consegui enunciar.
Chorei pelas tentativas frustradas e também por aquelas que não tive coragem de arriscar.
Chorei pra me sentir mais quente, mais eu.
Chorei pra me sentir intensa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Passado...

No final, ficou só aquela sensação do que poderíamos ter evitado, do que deveríamos ter feito...
Do que poderíamos ter sido.

Sem mais, e por fim...

Um dia, eu amei nós dois. Eu amava... Amava.

terça-feira, outubro 25, 2011

Silêncio...

A maquiagem que tinha feito para ir a festa ia se desmanchando, mostrando que eu não era nada bonita sem minha armadura.
Minha fiel e única companheira ao meu lado (Nikita), perto do monitor. Automático. Click!
Então, se eu posso fingir que estou bem na maioria do tempo... Será que não posso mostrar quando estou mal naquele momento?
Estou aqui, de verdade. Consegue me ver? Quer me ver?
Eu sei, prefere quando finjo.


quarta-feira, junho 01, 2011

Autodefesa...

Eu me saboto, o tempo todo...
Irritação, mau humor, chatice, poucas palavras do que realmente importa.
Imediatismo constante... Pior do que antes.
E o arrependimento por não ter dito, por não ter feito diferente.

Espero que as pessoas lutem contra algo que elas nem sabem, por algo que talvez nem queiram.
E isso se torna a ‘melhor parte do plano’...
Elas não lutam, eu as afasto... E me entristeço, e esqueço que foi tudo criado por mim.

E enraiveço por não saber mais como agir, por não achar justo ter que correr atrás de algo que nunca vai fazer parte de mim, pra mim.

E sinto inveja de não ter sido a escolhida para ter recebido o sentimento que fora dado à outra pessoa... Em vão.

Como uma peça sem encaixe em lugar algum.
Como uma vitrola quebrada cantando a mesma canção com nomes diferentes.
Como uma história idêntica... Como sempre.

E explico, mas não me faço entender, porque tenho medo que me decifrem.
Entrelinhas... Não percebem. Eu gosto, e detesto.

Viro-me, e vou embora.

Porque é melhor... Porque é pior.
Porque dói, e finjo que passa.

E me calo...

E não tem fim.

quinta-feira, maio 05, 2011

Gélida...

“- Iron Woman?! Por que esse nick, você é tão fria assim?”
- Não, meu irmão que me deu esse apelido.”

Apesar de ser verdade, acho que ando mentindo.

Perdi meu coração, por aí, em alguma esquina qualquer.
Não o encontrei... Ninguém o encontrou.
Dias, meses, anos... Quando foi mesmo?!

Não sei mais escrever, e isso não me inquieta como antes. Não sei mais falar, mas também não me importo. Não sei mais sentir... Sinto falta (ando repetindo muito isso).
De tudo o que não tenho, ou nunca tive, do que mais eu tenho saudade mesmo?!
De mim, quiçá.

Achei minha camisa rabiscada no último dia do ensino médio...
Vesti a camisa... Tinha quinze anos de novo.
Aqueles rostos tão conhecidos reapareceram diante dos meus olhos fechados. Eles me gritavam pelo apelido (Nike, Nike, Nike ... sempre três vezes seguidas e rápidas... rss...). Ríamos até cansar, zoações com o grupo ‘rival’, pular no ‘quebra-mola’ no fundo do ônibus, abraços coletivos...

Vez ou outra, paixões, que pareciam que nunca teriam fim.
Tão intensas, tão vulneráveis, tão desmedidas, tão... Tão minhas.

Abri meus olhos.
Era apenas eu, uma ‘menina’ de vinte e quatro anos com uma camisa velha rabiscada.

Aquela outra ‘garota’ me traz tanta saudade. Se ela soubesse como eu amava o seu jeito, e como eu queria me desculpar por reprimi-la, por brigar toda vez quando agia impulsivamente, por escondê-la com medo de que a ferissem sempre... Pior ainda, por ter conseguido.
No final, só descobri o quanto ela é mais corajosa que eu, o quanto ela vivia mais todos os dias, daquela forma insana de querer abraçar o mundo, ser e acontecer... Sem medo.

Queria trazê-la de volta.
Não sei como trazê-la de volta.

 Tenho medo.

terça-feira, março 22, 2011

Aceitação...

Falta... A única palavra pra resumir tanta coisa.

Sinto falta de uma rotina. Uma rotina daquelas que muita gente reclama.
De não sentir o tempo passar fazendo as mesmas coisas todos os dias, e não me importar com isso.

Sinto falta dos braços que nunca vêm me abraçar durante a noite, das pernas e pés enroscados procurando um ao outro para se esquentarem. Do ‘Bom dia!’ sem pressa de levantar, sem ter vontade de sair daquela inércia enquanto eu observo e sou observada detalhe por detalhe do rosto na esperança (e certeza) de nunca esquecer nenhum traço.
Sinto falta do barulho dos talheres no café, almoço e jantar, geralmente em horas desordenadas.

Sinto falta das mãos que não seguram as minhas quando sinto dor, nem aparam o meu choro e tão pouco se unem as minhas ruas a fora. Não alisam a minha face e nem afastam os meus cabelos dos olhos.
Sinto falta dos “Eu te amo” que não ouço, das manias, brincadeiras, das brigas e voltas, do medo de perder.
Sinto falta da doce ilusão do “para sempre”. Dos anos que são desejados mais e mais... E que não vieram.
Sinto falta da certeza palpável do amor sem pretensões e mentiras.

Sinto falta das fotos cheias de sorrisos e dos inúmeros momentos em que desejei que nunca terminassem... Aqueles que não houveram.
Sinto falta da despedida com os olhos marejados ansiosos por um reencontro e a sensação de vazio, mas com aquela saudade de quem sabe que a espera valerá a pena.

Sinto falta de brigar pela escolha dos nomes dos filhos que nunca tive.

Sinto falta de sonhar. Achar que um dia eu teria não a perfeição, mas a realização de coisas que pareciam ser tão... Simples e surreais.

Sinto falta de cuidar, mimar, até mesmo me sacrificar... E acabar sendo um tanto chata com isso... rss...
Sinto falta de me preocupar com ‘a’ pessoa.
De ir dormir sorrindo, ou encharcar meu travesseiro com lágrimas felizes em agradecimento... Ao invés dessas que derramo agora de tristeza e agonia.
Céus... Como sinto falta de velar o sono enquanto planejo/invento o futuro.

Sinto falta de um reconhecimento. De compartilhar minhas pequenas conquistas com alguém que se importe.

Sinto falta do amor que nunca tive, daquela pessoa que nunca esteve ao meu lado. Sinto falta do ‘nós’ que não existiu.

Sobra tanta falta...

...

Sabe, eu passei a aceitar muitas coisas sobre mim, e a respeitá-las também.
Uma delas... Eu não sei ser sozinha. Tenho a necessidade constante de me doar, ‘fazer e acontecer’. Porém, em contrapartida... Não quero migalhas nem restos de ninguém. Estou cansada de só receber isso.
Então, prefiro ficar sozinha.
Complicado, não?! rss...

Queria um companheiro para as horas ruins, porque só para as boas sempre tem sobrando.
Queria um amigo, um amante, um sonhador que viajasse nos meus pensamentos, e quando fosse preciso, me trouxesse de volta pra realidade.
Um incentivador, mesmo quando o que eu fizesse não ficasse bom. Um crítico, para me dizer que sempre posso melhorar. Um professor a me ensinar o que não sei. Um aprendiz a compartilhar das minhas poucas experiências sobre a vida.
Alguém sem medo de dizer e sentir... Para que me desse a segurança de fazer o mesmo.

Fico pensando em que momento eu saí do palco. Quando terá sido realmente o momento em que me tiraram de cena e passei a ser expectadora de um roteiro que também era meu.
Quando foi que as minhas falas e presença deixaram de ser necessárias?!
Será que fui indispensável algum dia nesse teatro da vida em que pareço não me encaixar nunca?

A verdade é que de tanto tentar ser/ter uma personalidade rústica achando que assim iria me adaptar... Perdi-me. Fiquei perdida pelo caminho e agora eu só queria que alguém me achasse, me desse a mão e caminhasse comigo... Mesmo se não houvesse rumo.
Eu estaria bem, estaria segura (ou apenas teria a ilusão disso).

Como é sentir um amor verdadeiro?
Como será estar com alguém que está sempre no presente por tempo ilimitado?

Vejo os meus avôs com mais de 60 anos de casados e ainda sinto o amor, e até mesmo um pouco de ciúmes (acho o ciúme tão engraçado... rss...).
Fico desejando isso pra mim.
Contudo, como um projeto embargado, creio que nunca vai sair do ‘papel’.

Não há nada que eu queira mais do que ser amada e amar de novo, incondicionalmente.

E me irrita a hipocrisia das pessoas de se acharam autosuficientes e me falaram que amar a si mesmo basta.
Se eu pudesse, cuspia na cara dessas pessoas. Além de enganarem a si mesmas, tentam enganar o próximo.
Todo mundo precisa de alguém... Isso é incontestável.

Em um Blog todas essas palavras podem (ou serão) usadas contra mim. Sou ciente disso.
Mas até mesmo quem não ‘me leu’, me magoou. Então, pensando assim, não tenho medo de expor minhas reais fraquezas, defeitos e o lado ‘menina sonhadora’ que muitas nem sonham que exista por trás dessa armadura.

Vejam só... A última romântica, porém com aquela pitada de personalidade forte no final... Caso contrário, não seria a Monique ou se preferem... Iron Woman... rss...

Até a próxima, pessoal.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ferro...

Muitos rostos conhecidos em imagens que foram captadas em algum momento feliz.
Dois rostos... Nenhum sozinho apenas com uma sombra ao lado.

Não sou eu em nenhuma dessas fotografias.
Não tenho nenhuma parecida.

Apenas, eu só.

Como dizem: Casa de ferreiro, espeto de pau.

...

Queria ‘falar’ mais, mas as palavras estão embargadas na garganta.
Talvez na próxima.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

...

Por favor, Deus... Por favor...
Se você está aí... Se alguém está aí...
Por favor, por favor, faça parar.
Não aguento mais...

Por favor, faça parar de doer.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Perdida...


“... Contudo me enveneno mais quando não vens e ninguém então me sabe parada feito velha num resto de sol de agosto, escurecido pela tua ausência, e me anoiteço ainda mais e me entrevo tanto quando estás presente e novamente me tomas e me arrancas de mim me desguiando por esses caminhos conhecidos onde atrás de cada palavra tento desesperada encontrar um sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um atalho onde não desvies tão súbito os olhos, onde teu dedo não roce tão passageiro no meu braço, onde te detenhas mais demorando sobre isso que sou...

... E de novo então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteira nas coisas que me contas, e assim calada, e assim submissa, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres...” 

Caio F.

domingo, janeiro 02, 2011

Dor...

Com essa eu choro, compulsivamente...


Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...
Ah!
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez.

quinta-feira, novembro 04, 2010

UP?!

Down, down, down... UP?! =D

Vocês sabem que para mim, escrever textos quando estou ‘feliz’ é algo muitíssimo complicado... Tendo em vista de que eu só escrevo bem quando estou deveras triste, assim como a maioria.
Porém, devo dizer que me encontro num estado melhor, não de plenitude, mas a caminho dela (espero eu).

Enfim dei minha cara à tapa para ir atrás de algo que sempre me alegrou e muito.

F · O · T · O · G · R · A · F · I · A ...

Em ‘caps lock’, pois merece todo o meu respeito... rss...
Afinal, é a ‘palavrinha’ que está mudando a minha vida que não deixou de ser P&B (aliás, estilo que gosto muito... rs), contudo agora existem outros tons, outras cores.
Não é de hoje que isso faz parte do meu cotidiano, todavia, agora é diferente... Um trabalho com diversão... Que sorte a minha, não?! rss...

Sim, sim, sim... A Fotografia me deixa radiante até a alma.

Seguindo algo que me faz tão bem... Encontrei o meu lugar ao Sol.

Até a próxima, pessoal!

Click! =D


sexta-feira, outubro 29, 2010

Mãe...

Queria que você estivesse aqui, pra ver que eu fui em frente... Não da maneira correta, mas da maneira que foi possível.
Queria que soubesse dos segredos que nunca contei a ninguém, porque só contaria para você... Assim como fiz e faço tantas e tantas vezes enquanto sozinha no meu quarto te peço ajuda.
Queria que me mostrasse como fazer para me livrar dessa prisão que criei em mim, que não abro totalmente para ninguém... E quando tento, faço errado.

Você me deu tanto, tanto amor que quando o perdi de uma vez só... Não soube e continuo não sabendo o que fazer.

Por que não me diz como reerguer as bases que se deterioraram desde que se foi?!
Nossa casa, não é mais nossa... Não é mais minha. Entro querendo ir embora porque só encontro estranhos ao invés da família que éramos.

Queria te dizer que a dor de amar alguém que não te ama é bem pior do que quando me viu chorar pela minha primeira paixão em que eu me lamentava dizendo que não existia nada pior... Quando você se foi, eu vi que realmente existia como tinha me dito.
E que hoje eu sei como você se sentiu quando partiram o teu coração de forma irracional, leviana e injusta.
Hoje posso dizer... Sinto muito.

Queria o teu colo pra aliviar a dor, porque sem você aqui ela duplica, triplica e se torna infinita... Consome-me e me mata aos poucos.

Queria tanto que visse que estou lutando com tudo o que me restou pra realizar algo que era um sonho nosso.
E que estou feliz, de certa forma, por sentir você me impulsionando a cada pequeno passo que dou...

Queria que me perdoasse pelas bobagens que fiz ao longo do meu breve caminho. Tudo o que fiz foi parar tentar te encontrar de alguma forma... Porém de forma errada.
Por vários momentos me esqueci que não seria daquele jeito que nos encontraríamos novamente.
Então agora, apenas espero que os dias terminem e recomecem... Até o dia em que você estiver ao meu alcance novamente.

Queria que soubesse que meu amor por você me fez levantar muitas e muitas vezes e é por isso que ainda estou aqui, tentando... Sofrendo como nunca, mas tentando.
Queria não ter o arrependimento de ter dito “Idem...”, ao invés de “Eu te amo também...”.

Queria ter a resposta... “Quando eu vou superar, quando?”

...

Sinto sua falta, sempre... E dói, dói demais.